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Beat It - um resumo da minha história com Michael Jackson e as impressões que ficaram do memorial

 Meu Deus, meu Deus, meu Deus. O que foi aquele funeral/velório/memorial/homenagem póstuma do Michael Jackson?

Quando soube que ele tinha morrido, não acreditei. Ele fez parte da minha infância - todo fim de semana eu ia na casa da um amigo do meu pai e ele botava uma espécie de DVD de "Dangerous" num telão e eu ficava fascinada com o ritmo daquele cara cantando e dançando na minha frente, além das lágrimas de emoção que eu soltava quando ouvia "Heal the World" e "Human Nature" , aos 6, 7 anos de idade -, da infãncia da minha mãe, do meu pai, dos meus tios. Eu sou fã, sem exageros. Assim que saiu o CD especial do Thriller 25 anos, eu comprei. Não quis baixar. Quis ter mesmo.

Quando eu li como ia ser o funeral, fiquei achando que ia ser bizarro. Um caixão, numa arena com 20.000 pessoas, e várias pessoas cantando no palco atrás? Achei que fosse ser um show alegre com o cara morto ali na frente. Muito de mal gosto, pensei. Tudo bem que o MJ era magalomaníaco e o maior artista que esse mundo já conheceu, mas... ele merecia um pouco de descanso, pelo menos na sua morte.

Tenho ficado em casa esses dias, então, ontem, liguei a televisão na CNN e fiquei de manhã acompanhando toda a movimentação da familia dele chegando ao cemitério onde o caixão se encontrava, e a viagem do mesmo até o Staples Center. Quando a cerimônia começou, com aquele coral maravilhoso cantando e os irmãos dele carregando o caixão, eu comecei a chorar copiosamente. E não parei mais. Até hoje, quando vejo algumas cenas na tv, me emociono e fico com os olhos chieos de lágrima. Os discursos foram lindos (Brooke Shields e Magic Johnson arrasaram), a seleção de músicas não poderia ter sido mais tocante e as performances dos artistas, idem (Mariah Carrey foi a melhor, na minha opinião). Não foi um mega show de mal gosto, enfim. Foi tudo muito respeitoso, nem alegre, nem muito fúnebre. Foi o mais perto do significado da palavra "homenagem" que eu já vi um evento chegar. Todos que falaram e cantaram tentaram desconstruir a imagem de um Michael esquisito e pedófilo, e trazer à tona um homem que era alegre, feliz,  que queria ser criança pra sempre e que amava a vida, os filhos e a família, acima de todas as outras coisas.

Ele podia ser um freak, mas era uma boa pessoa, que queria o bem. Vai ser essa a imagem carinhosa que eu e acho que a maioria das pessoas que acompanhou esse evento vai guardar da pessoa Michael Jackson. Não sei se foi tudo uma grande jogada de marketing pra fazer com que as pessoas comprem mais e mais cds dele (pois é, com aquele pai louco que no dia seguinte da morte dele estava alegre acenando e rindo pras câmeras, não é exagero aplicar um pouco de teoria da conspiração). Se for uma, eu caí direitinho. E nem me arrependo. Fiquei ouvindo "Who's Loving You" ontem o dia inteiro.

obs: esqueci de comentar: uma coisa que me chamou a atenção a cerimônia toda foi a apatia dos filhos do MJ. O menino mais velho, mascando chiclete, super despreocupado (pelo menos parecia estar); a menina, curtindo, sorrindo, ao cantar "We are the World" e "Heal the World" no palco com os tios, não demonstrando um pingo de tristeza. O menorzinho eu nem falo nada, acho que ele ainda não devia estar entendendo muito bem o que estava acontecendo. Mas aí, no final, eis que Paris, a menina, pede pra falar e dá início à cena mais tocante, triste e emocionante de toda a cerimônia: chorando, diz que desde que que nasceu, MJ foi o melhor pai que ela poderia imaginar. E que ela o ama muito. 
Não podia ter tido um final mais tocante pra cerimônia póstuma mais bonita que L.A, os EUA e o mundo já acompanharam.


 
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