(no subject)

um vazio. uma vontade de nada (ou só de dormir muitas e muitas horas seguidas).

engraçado como os sentimentos te pregam peças - eu devia tar sentindo vontade de uma coisa hoje, agora. mas não tô. e isso me assusta muito. eu não gosto de deixar de sentir as coisas. ainda mais esse tipo de coisa. eu gosto de sofrer um pouquinho, e acho que vou ter que aceitar essa ideia.
eu simplesmente não consigo abstrair e ficar tranquila. preciso ter uma preocupação pra me sentir viva.

(meu deus, que emo, que feio! daqui há meia hora apago esse post)

Quando as coisas tavam melhorando...

 ... depois de colocar 79 mil no Maracanã, assumir a liderança do compeonato e igualar a campanha do Corinthians ano passado, eis que o Vasco perde, nesse mesmo Maracanã, pro Ceará e fica com a liderança ameaçada. 
E grande parte da culpa é de quem, como sempre?

"Em bobeada de Vilson, Ceará garante os três pontos 

 

O Vasco teve a primeira chance de abrir o marcador logo no primeiro minuto da etapa final. Paulo Sérgio cobrou falta da entrada da área e a bola passou por cima de Lopes. O Ceará assustou em um jogada de Vilson. O jogador tentou afastar a bola e quase marcou contra. Fernando Prass fez a defesa.

 

Os cariocas voltaram a assustar aos 13 minutos. Enrico cruzou na cabeça de Alan Kardec, que cabeceou nas mãos de Lopes. Cinco minutos depois, Vilson perdeu a bola para Jorge Henrique, que tocou para Wellington Amorim. Na marca do pênalti, o atacante chutou e a bola ainda bateu no goleiro Fernando Prass antes de entrar: 1 a 0."


DO VILSON!

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    angry angry

Rain drops (and memories) are fallling on my head

 
*foto roubada do Duas Fridas - nos links ali do lado, vale a pena!


Então, o Rio de Janeiro tá parecendo São Paulo com essa chuva interminável e chata (principalmente pra quem estuda há 2 horas de casa - sem carro - e fica andando na rua o dia inteiro), e dias de chuva me fazem pensar, já que te impedem de fazer qualquer outra coisa mais legal (nem olhar pela janela do ônibus a paisagem da Grajaú - Jacarepaguá dá!). 
E eu pensei, pensei, e pensei, até que caiu uma lembrança no meu colo, diferente de todos os meus outros pensamentos, do nada, como se alguém tivesse jogado alguma coisa em mim e tivesse me acordado: o dia em que uma menina do colégio, no 1o ano, foi lá na minha sala propor que a série se unisse pra fazer uma festa de confraternização num salão de festas infantil, com todo mundo se vestindo de criança. É. E daí?
Pois é, daí que depois dessa primeria, várias outras lembranças desse mesmo tipo "e daí", inúteis, começaram a surgir, tipo um bombardeio de momentos que não eram pra ser tão memoráveis e que por algum motivo desconhecido da psicanálise (ou não, talvez Freud explicasse, né) eu guardei com todos os detalhes, como se fossem momentos cruciais da minha vida: no C.A, quando por algum motivo eu chamei a minha amiga de "cachorra", por desconhecer qualquer outra ofensa (eu lembro do meu esforço pensando pra achar uma boa ofensa); quando eu sentei, na 5a série, no meu colégio novo, do lado de uma menina chamando-a pra andar comigo e conhecer as pessoas (eu nunca mais falei com ela, nunca); quando minha professora de ciências, nesse mesmo ano, ensinou rochas (?????);  quando eu tava no carro com o meu pai, indo pra minha 2a chamada de matemática, e começou a tocar uma música do Paralamas daquele primeiro cd que eles lançaram depois do acidente do Hebert, e do meu pai comentando: "livia, presta atenção nessa música, ela muda de ritmo toda hora, é muito legal"; e enfim, mil outras coisas mais completamente inúteis que eu não vou ficar falando aqui pq não quero que pessoas aleatórias fiquem sabendo mais da minha vida do que já sabem (presumindo - e não acreditando, veja bem, duas coisas diferentes -, claro, que alguém além de mim sabe que essa página aqui existe).

E o engraçado disso tudo é que depois, parando pra pensar mais (lembre-se: tá chovendo, e eu não tenho nada melhor pra fazer), eu percebi que quase não lembro de momentos que teoricamente seriam mais importantes e marcantes pra uma pessoa normal, tipo a vez que eu fui pra Disney (eu tinha 8 anos, mas eu lembro de coisas inúteis dessa época, a idade não poderia ser uma desculpa nesse caso) ou a minha festa da Pocahontas que todas as pessoas da minha família me dizem que foi a festa que eu mais curti de todos os tempos (dessa época, por exemplo, eu só lembro de uma capa de chuva, uma camisola e uma espuma de banho da Pocahontas que eu tinha: memórias inúteis). 

De repente, o meu reservatório de memórias inúteis é infinitamente mais desenvolvido do que o meu outro de memórias memoráveis (uma simpática redundância). Será que as outras pessoas sequer lembram de coisas inúteis assim, que nem eu? Boa questão pra ser respondida antes de morrer.
Bom, ainda bem que pelo menos eu ainda tenho boas e importantes memórias clichês, tipo o meu primeiro beijo ou a minha primeira nota abaixo de 7,0. Ainda bem. 


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    Kate Nash

the nicest thing

 all i know is that you're so nice... you're the nicest thing i've seen.

i wish that we could give it a go, see if we could be something.
i wish i was your favourite girl.
i wish you thought i was the reason you are in the world.
i wish my smile was your favorite kind of smile.
i wish the way that i dressed was your favourite kind of style.
Iwish you couldn't figure me out, but you always wanna know what i was about.
i wish you'd hold my hand when I was upset.
i wish you'd never forget the look on my face when we first met.
i wish you had a favourite beauty spot that you loved secretly, 'cos it was on a hidden bit that nobody else could see.
basically, i wish that you loved me,
i wish that you needed me,
i wish that you knew when i said two sugars, actually i meant three.
i wish that without me your heart would break.
i wish that without me you'd be spending the rest of your nights awake.
i wish that without me you couldn't eat.
i wish i was the last thing on your mind before you went to sleep.

all i know is that you're the nicest thing i've ever seen.
  • Current Music
    the nicest thing - kate nash

(no subject)

 14 de agosto - Little Joy, na Fundição
22 de agosto - Paralamas do Sucesso, no Citibank Hall
17 de setembro - Lily Allen, na HSBC Arena
22 de Novembro - Lady Gaga, no Vivo Rio

DEUS, OBRIGADA POR TER NASCIDO NO RIO.

AMÉM.
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    lady gaga - money honey

cruz de malta

 

"Adriano lamenta as bolas na trave: ‘Acho que é falta da sorte’

Atacante comenta as chances de gol desperdiçadas contra o Juventude"

* e eu acho que é falta de inteligência aguda.

tempo, amigo, seja legal.

eu nunca vi o tempo como uma coisa boa. e tenho pensado com cada vez mais frequencia que ele não deveria passar tão rápido, os nossos pais não deveriam nunca envelhecer e a gente não deveria crescer tanto a ponto de ter noção dessas coisas todas.

foda-se a sabedoria que vem com o tempo. desculpem-me os mais velhos defensores dessa tese, mas isso não é consolo pra mim no momento. 
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    waking up in vegas - tá na minha cabeça! 'remember what u told me..."

Beat It - um resumo da minha história com Michael Jackson e as impressões que ficaram do memorial

 Meu Deus, meu Deus, meu Deus. O que foi aquele funeral/velório/memorial/homenagem póstuma do Michael Jackson?

Quando soube que ele tinha morrido, não acreditei. Ele fez parte da minha infância - todo fim de semana eu ia na casa da um amigo do meu pai e ele botava uma espécie de DVD de "Dangerous" num telão e eu ficava fascinada com o ritmo daquele cara cantando e dançando na minha frente, além das lágrimas de emoção que eu soltava quando ouvia "Heal the World" e "Human Nature" , aos 6, 7 anos de idade -, da infãncia da minha mãe, do meu pai, dos meus tios. Eu sou fã, sem exageros. Assim que saiu o CD especial do Thriller 25 anos, eu comprei. Não quis baixar. Quis ter mesmo.

Quando eu li como ia ser o funeral, fiquei achando que ia ser bizarro. Um caixão, numa arena com 20.000 pessoas, e várias pessoas cantando no palco atrás? Achei que fosse ser um show alegre com o cara morto ali na frente. Muito de mal gosto, pensei. Tudo bem que o MJ era magalomaníaco e o maior artista que esse mundo já conheceu, mas... ele merecia um pouco de descanso, pelo menos na sua morte.

Tenho ficado em casa esses dias, então, ontem, liguei a televisão na CNN e fiquei de manhã acompanhando toda a movimentação da familia dele chegando ao cemitério onde o caixão se encontrava, e a viagem do mesmo até o Staples Center. Quando a cerimônia começou, com aquele coral maravilhoso cantando e os irmãos dele carregando o caixão, eu comecei a chorar copiosamente. E não parei mais. Até hoje, quando vejo algumas cenas na tv, me emociono e fico com os olhos chieos de lágrima. Os discursos foram lindos (Brooke Shields e Magic Johnson arrasaram), a seleção de músicas não poderia ter sido mais tocante e as performances dos artistas, idem (Mariah Carrey foi a melhor, na minha opinião). Não foi um mega show de mal gosto, enfim. Foi tudo muito respeitoso, nem alegre, nem muito fúnebre. Foi o mais perto do significado da palavra "homenagem" que eu já vi um evento chegar. Todos que falaram e cantaram tentaram desconstruir a imagem de um Michael esquisito e pedófilo, e trazer à tona um homem que era alegre, feliz,  que queria ser criança pra sempre e que amava a vida, os filhos e a família, acima de todas as outras coisas.

Ele podia ser um freak, mas era uma boa pessoa, que queria o bem. Vai ser essa a imagem carinhosa que eu e acho que a maioria das pessoas que acompanhou esse evento vai guardar da pessoa Michael Jackson. Não sei se foi tudo uma grande jogada de marketing pra fazer com que as pessoas comprem mais e mais cds dele (pois é, com aquele pai louco que no dia seguinte da morte dele estava alegre acenando e rindo pras câmeras, não é exagero aplicar um pouco de teoria da conspiração). Se for uma, eu caí direitinho. E nem me arrependo. Fiquei ouvindo "Who's Loving You" ontem o dia inteiro.

obs: esqueci de comentar: uma coisa que me chamou a atenção a cerimônia toda foi a apatia dos filhos do MJ. O menino mais velho, mascando chiclete, super despreocupado (pelo menos parecia estar); a menina, curtindo, sorrindo, ao cantar "We are the World" e "Heal the World" no palco com os tios, não demonstrando um pingo de tristeza. O menorzinho eu nem falo nada, acho que ele ainda não devia estar entendendo muito bem o que estava acontecendo. Mas aí, no final, eis que Paris, a menina, pede pra falar e dá início à cena mais tocante, triste e emocionante de toda a cerimônia: chorando, diz que desde que que nasceu, MJ foi o melhor pai que ela poderia imaginar. E que ela o ama muito. 
Não podia ter tido um final mais tocante pra cerimônia póstuma mais bonita que L.A, os EUA e o mundo já acompanharam.


 
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    sad sad