Como não tinha trocos para o bilhete de comboio para setúbal dirigi-me ao supermercado da estação para trocar uma nota; enquanto tentava tirar uma garrafa de água da prateleira, um senhor idoso ao meu lado partiu uma garrafa de vinho, carrascão, daquele que cheira mesmo bem, literalmente nos meus pés. Já na caixa, quando tentava pagar a garrafa de água e umas toalhitas para me tentar limpar, a empregada, desconfiada, chamou a gerente para verificar a minha nota; hoje, o meu ar de vigarista deve estar ao rubro.
Já na máquina dos bilhetes, e com os ténis/pernas limpos o melhor que se conseguiu, o bilhete ficou encravado na ranhura. Que mais é que podia acontecer?
Já em setúbal, creio que me cruzei com o senhor
ovelhao na estação (deve haver qualquer coisa para nos cruzarmos sempre em estações de comboios); ao tentar atravessar a rua, quem me deu passagem na passadeira foi um ex. No restaurante, reencontrei conhecidos/amigos que tínhamos em comum.
Acho que qualquer semelhança entre setúbal e a ilha do
lost deve ser pura coincidência; pelo sim pelo não, vou deixar-me ficar por casa até o sol se esconder.