Nowadays Atmospheres

la folie that keeps on giving|quotidiano aos pedaços|episodios de los regalos

nothing´s wrong today
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isto parece ser uma coisa boa para se ouvir no carro enquanto se decide se há espaço para mudar da quarta para a quinta e não pensar muito, deixar a mente desprogramar-se e sei lá, encontrar uma coisa parecida com o nirvana.

just tell me that nothing´s wrong today



(eu sei que é muito carrinhos de choque zézito, mas que se foda. nem tudo pode ter a erudição electrónica do clark).


alive 09 - o triunfo da pitalhada que nem sabe o que vai ver
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Este ano só consegui ir ao dia de ontem do alive, porque tive que optar e a bem dizer, ontem, era o dia em que eu pensava que ia gostar mais do que estava pelo palco secundário. Em teoria, até nem era de todo mentira; a realidade foi outra.
A primeira coisinha que consegui ver por lá e que foi talvez a boa surpresa do dia foram os Delphic, dos quais não conhecia nada: a fórmula pop rock com sintetizadores está mais do que gasta, mas estes tipos ainda conseguem acrescentar algo de novo à equação.
Seguiu-se uma olhadela rápida no palco optimus e Bombazines: há qualquer coisa de inevitavelmente agradável quando se vê uma rapariga com um vestido branco às bolinhas pretas (as reminiscências com o tema dos onda choc não são muito evidentes, mas vai-se lá dar); não foram mauzitos mas a minha chávena de chá estava no palco superbock (calças cigarrette em várias cores, ténis/sapatilhas em modelo botim de diversas marcas e knock offs dos rayban em diversas cores).
Os Air Traffic foram tão bons que nada do que tocaram me ficou na memória, exceptuando-se o tema fetiche do anúncio da superbock.
Tv on the Radio, ah tinha-os visto há dois anos e pouco conhecia do return to the cookie mountain; desta vez, com o dear science mais do que na cabeça, tinha muito curiosidade em vê-los. Soube a pouco, os rapazes merecem mais do que nunca um concerto numa sala a pedir mais intimidade e tempo de antena.
Os Klaxons também foram outros que os tinha ouvido (porque visto não é de todo o verbo certo) há dois anos; na altura o concerto não me puxou grande coisa, o myths of the near future ainda não tinha rodado o suficiente no meu leitor de mp3 e gajos todos vestidos de preto, num palco preto, ao por do sol, são dois elementos que não se coadunam. Mas desta vez, os meninos arranjaram uns outfits cheios de bling bling e tinham maior reconhecimento pelo público. E tocaram a uma hora em que os seus temas fazem sentido. Foram talvez os que ofereceram o concerto mais inteligente, conjugando sabiamente temas do novo registo a ser editado este verão com os temas do primeiro.
Correndo o risco de ser apedrejado pela grande maioria da assistência de Crystal Castles, este foi talvez o maior flop da noite. E flop no sentido da prestação vocal da senhora alice; é certo que ela não possui grande voz e resvala um pouco para a canastrice, mas ontem, aquilo que se conseguia perceber melhor eram guinchos aleatórios e nada mais. Para muitos, terá sido o máximo. Mas a mim custa-me estar num concerto e não conseguir perceber o que a vocalista supostamente está a cantar para o microfone.

Outro ponto que me irritou de sobremaneira foi a afluência exagerada de pitalhada que não tem educação nem respeito pelo próximo; a velhinha máxima de que a nossa liberdade acaba onde começa a dos outros parece ser uma coisa tão erudita que depois de manifestações como a de ontem indago-me para onde vai parar a nossa sociedade. Mas enquanto houver pais que sustentem este tipo de atitudes e ainda se dignem a altas horas da noite ir buscar as proles, como era visível o grande número de adultos a porta do recinto, de cabeça no ar a espera de avistar os filhos, acho que não se pode esperar muito. Dava jeito que a educação caísse de pára-quedas na cabeça de muita gente, dava.


aqui o jeitinho de anca do senhor não é tão visível.


as minhas duas músicas preferidas dos tipos de rachada, foi tão bom.


cacofonia da senhora alice em grande.


noite atípica
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e depois do jantar de ontem (regado com o meu muy amado vila de frades 2005 reserva branco) deveras saboroso (bacalhau enrolado em lombardo da costa da caparica), arrastaram-me para o cinema são jorge para assistir a um concerto de um multi instrumentista basco chamado kepa junquera; não sendo totalmente a minha chávena de chá, gostei do que ouvi. Pontos extra para os percussionistas de serviço que faziam uso de uns xilofones de madeira gigantes, de onde desencantavam sons deveras curiosos. Pontos negativos para a sala em questão; se foi alvo de um recuperamento recente, não se tolera o deficitário sistema de ar condicionado, que obriga músicos e plateia a suportar o mesmo ar durante horas e oferece um efeito de estufa bestial. nem todos os abanicos oferecidos seriam suficientes para ficar confortável numa sala daquelas por muito mais tempo.
a noite findou-se de volta de um mojito a ouvir boa música pelo agito. para o ano haverá mais?


dois|seis
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daqui a umas horas deixarei aquela que denominei como a the age of the understandement; durante um ano consegui dizer, com algum sentido prazer, a minha idade. vinte e cinco anos, não tão puto, não tão velho, a localização ideal do pêndulo da vida.
amanhã faço vinte e seis; o glamour aos poucos vai-se desvanecendo e como aquele lugar comum, vou dar por mim nos trinta num ápice.
se a idade de uma pessoa é aquela que ela sente (pura fantasia, bem sei) eu ainda estou nos vinte e um.


carrinhos de choque (como diz o zézito) coisas pseudo indies e pop, muita pop
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um grande bem haja à framboesa pelo flyer tão jeitoso.


audacity of HUGE
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i got it all
yes it´s true
so why don´t i get you?



mais uma descoberta intrigante
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saber que estes dois são casados na so called "vida real" não deixa de me parecer uma coisa incestuosa.


clinic
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foi com algum choque que recebi a notícia; o clinic em alcobaça encerra as portas no dia 27 de junho, ou melhor, na madrugada de dia 28.
aquele espaço onde vivi tanta coisa, experimentei tantas outras e onde a noite alcobacense fazia algum sentido, vai deixar de existir. no plano físico, pelo menos.
nada é estanque. bem o sei. mas convencer-me disso é outra coisa.
agora, resta-me saber onde é que vou arranjar outro sítio onde conseguia estar sempre com um sorriso estampado por causa do que ia escutando nas colunas trepidantes.

a little piece of advice
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nos meus ouvidos
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A Mãe
, Rodrigo Leão (este também é um tipo que, mesmo que se esforce, não consegue fazer um disco mau).


proud member of cocorosie´s jungle orchestra
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As cocorosie podem não ter um baixo trepidante e uma bateria que de tão potente nos deixa os tímpanos em frangalhos; mas têm uma mesa cheia de brinquedos da fisher price, caixas de música e toda uma parafernália de coisas que recheiam, e tão bem, de sons maravilhosos, os concertos, tal como nos discos. E ainda vídeos pescados do youtube como este para ajudar a remisturar temas antigos.
É curioso que só até à pouco tempo desfiz a minha concepção da postura das duas irmãs; quem eu pensava que tinha formação pop teve formação lírica, e vice versa.
Grande, grande, grande concerto.


adenda: a mana lírica é RAU.



driving me slow
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segunda volta sozinho; desta vez até à grande superfície comercial cá do burgo, para fazer umas reproduções de uns negativos. cocorosie no autorádio, em jeito de preparação para o concerto de domingo; mas nem isso foi suficiente para não deixar ir o carro abaixo na rotunda do costume (acredito piamente que há qualquer "coisa" naquela rotunda). ah, e passei ao lado de uma operação stop =>






statement
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cocorosie no ccb
[info]_nowadays_
No próximo domingo e pra contrariar a tendência de quando não arranjo companhia, fico em casa, vou ver as cocorosie no grande auditório do ccb; a sala é soberba, a parelha de irmãs só as conheço ainda em disco.
Mais alguém vai?

random facts?
[info]_nowadays_
Como não tinha trocos para o bilhete de comboio para setúbal dirigi-me ao supermercado da estação para trocar uma nota; enquanto tentava tirar uma garrafa de água da prateleira, um senhor idoso ao meu lado partiu uma garrafa de vinho, carrascão, daquele que cheira mesmo bem, literalmente nos meus pés. Já na caixa, quando tentava pagar a garrafa de água e umas toalhitas para me tentar limpar, a empregada, desconfiada, chamou a gerente para verificar a minha nota; hoje, o meu ar de vigarista deve estar ao rubro.
Já na máquina dos bilhetes, e com os ténis/pernas limpos o melhor que se conseguiu, o bilhete ficou encravado na ranhura. Que mais é que podia acontecer?
Já em setúbal, creio que me cruzei com o senhor [info]ovelhao  na estação (deve haver qualquer coisa para nos cruzarmos sempre em estações de comboios); ao tentar atravessar a rua, quem me deu passagem na passadeira foi um ex. No restaurante, reencontrei conhecidos/amigos que tínhamos em comum.
Acho que qualquer semelhança entre setúbal e a ilha do lost deve ser pura coincidência; pelo sim pelo não, vou deixar-me ficar por casa até o sol se esconder.


não sei se alguma vez meti algo disto, mas pronto, aqui vai
[info]_nowadays_
Reply to this post, and I will list three or more things I like about you. Then repost to your own journal to spread the love.



edit: nunca pensei que isto suscitasse tanto interesse =>


a equação da luísa
[info]_nowadays_
gyoza de vegetais + amai udon + gelado de baunilha com cobertura de chocolate e wasabi + monte velho 2007 x dois mojitos = disposição agradável pela noite de ontem + ressaca do caraite para o trabalho hoje.


voltem mais vezes se faz favor, que as ressacas curam-se depressa; a boa disposição também.

para a sorte_nula
[info]_nowadays_



summertime, where are you now?
[info]_nowadays_
All that I want, is keeping it easy
All that I want, is keeping it easy

It's what I want
It's easy
It's getting in
Let's hope we get it

It's what I want
It's easy
It's getting in
Let's hope we get it







when the pawn hits the conflicts
[info]_nowadays_
se eu percebesse alguma coisa de xadrez podia empregar as metáforas das manobras do dito jogo para elaborar um texto pomposo e cheio de estilo. figurativo claro.
a única coisa que me ocorre será talvez que o teu Rei fez um xeque mate a si próprio, derrubou as suas Torres e despromoveu-te; ficaste com um tabuleiro novo para jogar. another round?

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